Preparativos para um novo cabo submarino de fibra óptica no Brasil

Atualmente, existe um cabo submarino chamado Atlantis 2 que liga o Brasil à Europa. No entanto, esta tem apenas uma capacidade de 20 gigabytes, uma capacidade que se tornou cada vez mais insuficiente para satisfazer a elevada procura de transmissões de dados entre as duas regiões.

A baixa capacidade do Atlantis 2 tem levado o Brasil a emprestar espaço em outras linhas de fibra ótica para atender à crescente demanda por transmissões internacionais de dados.

Os Estados Unidos são atualmente um dos centros de armazenamento e distribuição de dados digitais do Brasil, oferecendo proteção e supervisão direta.

NSA geralmente intercepta e monitora todas as informações

Essas linhas geralmente passam pelo território dos EUA, e se as declarações de Edward Snowden sobre vigilância da Internet nos ensinaram alguma coisa, é que a NSA geralmente intercepta e monitora todas as informações que chegam às suas mãos.

Com tudo isso em mente, o Brasil decidiu preparar, junto com a Europa, um novo cabo submarino de fibra óptica para facilitar a comunicação por imagem e videofonia entre as duas regiões. Evitando possíveis interferências da nação americana.

Este novo cabo terá uma capacidade de 40 terabytes e ligará a cidade de Fortaleza (Brasil) à cidade de Lisboa (Portugal). Isto assegurará uma transmissão de dados de alta qualidade e melhorará a conectividade entre a América Latina e a União Europeia.

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Este novo cabo terá uma capacidade de 40 terabytes

A nova ligação entre as duas regiões proporcionará uma facilidade para o desenvolvimento da economia digital de dados pelos investigadores públicos ou pelas empresas. Reforçará também a relação entre as redes de ensino e investigação em ambos os continentes, o que poderá conduzir a novas colaborações no domínio da tecnologia.

Custo total deste projeto ainda não está administrado

O ministro encarregado do mercado digital da União Européia no Brasil, Carlos Oliveira, declarou que o custo total deste projeto ainda não está administrado, mas o bloco europeu já fez um adiantamento de 30 milhões de dólares para a fabricação e instalação do cabo.

Por parte da União Européia, o responsável pelo projeto é o consórcio BELLA (Building Europe Link to Latin America), que trabalhará em conjunto com a Telebras, operadora brasileira de propriedade do Estado.

A Comissão Europeia declarou através de um comunicado que o consórcio BELLA, além de ser responsável pela construção do cabo, apoiará o desenvolvimento da conectividade das redes latino-americanas para reduzir o fosso digital.

O consórcio europeu é composto por 11 redes de investigação situadas na Europa e na América Latina. Algumas dessas redes estão localizadas na Colômbia, Brasil, Chile, Equador, França, Alemanha, Espanha, Portugal e Itália.

A construção deste cabo de fibra óptica entre o Brasil e a Europa deverá estar concluída até 2020. A mesma data é programada para aguardar pela sua capacidade operacional máxima.

Este novo cabo reduzirá abissalmente o custo da transmissão de dados entre o Brasil e a Europa e diminuirá a dependência da conectividade brasileira dos Estados Unidos em relação à região europeia.

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